Wokismo, uma idiotice universitária muito lucrativa.

Hugo Marcelo Balderrama

Por: Hugo Marcelo Balderrama - 06/10/2026

Colunista convidado.
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A ideologia do Wokismo sustenta que a sociedade está estruturada em torno de relações de poder onde certos grupos (homens, brancos, heterossexuais, etc.) oprimem outros (minorias raciais, mulheres, a comunidade LGBTQ+). Nessa perspectiva, assume-se que o correto a fazer, "o despertar", é lutar para acabar com esse sistema. Os pilares da nossa civilização, por exemplo, a família, o casamento e o capitalismo, são vistos como mecanismos de opressão. Não se trata apenas de influenciar os sistemas legislativos, mas de acabar com o nosso modo de vida.

Mas é aí que reside a sua maior contradição, já que, embora afirmem acabar com o capitalismo, grande parte do Wokismo é financiada por grandes corporações. Vejamos alguns exemplos:

Em 31 de março de 1929, Domingo de Páscoa, grupos de jovens mulheres marcharam pelas ruas de Nova York, fumando. Ruth Hale, a organizadora do evento, apresentou-o como um símbolo icônico da liberdade feminina e do movimento feminista. No entanto, os responsáveis ​​por tudo isso eram o publicitário Edward Bernays (sobrinho de Freud) e os executivos da Lucky Strike (todos homens). Assim, enquanto as mulheres eram incentivadas a prejudicar seus pulmões com a fumaça, os executivos da empresa de tabaco esfregavam as mãos, antecipando lucros futuros.

Isso demonstra que, durante décadas, muitos slogans feministas foram meras estratégias de marketing. Aliás, o neologismo "femvertising" já foi cunhado em inglês para se referir à fusão do feminismo com a publicidade, dada a profusão de comerciais que vendem seus produtos utilizando a ideologia feminista.

Em relação ao movimento LGBT+, a ironia é imensa, já que, após ser massacrado por ditaduras comunistas, acabou se tornando o fetiche revolucionário da esquerda. Em seu livro *E Deus Entrou em Havana*, Manuel Vásquez Montalbán explica que, após a queda do Muro de Berlim, as autoridades cubanas e o próprio Fidel Castro decidiram implementar o CENESEX, uma espécie de ministério encarregado de mostrar ao mundo que Cuba era defensora dos direitos humanos e da diversidade sexual. De fato, em 2019, o regime de Castro legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a redesignação sexual.

Mas será que essa mudança visava garantir as liberdades e os direitos dos cubanos?

Não. A verdade é que, desde a década de 1990, Castro e seus cúmplices estavam atrás de outra coisa: dinheiro da comunidade LGBT. Segundo a Bloomberg, se Cuba fosse um país, a comunidade LGBT teria o quarto maior PIB do mundo. Portanto, não se tratava de uma redução da repressão, mas simplesmente de mais uma forma de a ditadura mais longa das Américas explorar a população cubana. Nas palavras de Carlos Alberto Montaner: "Em Cuba, é mais fácil mudar de sexo do que deixar o Partido Comunista."

A situação com o veganismo não é muito diferente, já que Bill Gates admitiu em diversas ocasiões ser o principal financiador do movimento vegano; por exemplo, em uma entrevista à BBC, ele disse: "Doei mais de US$ 100 bilhões, mas ainda tenho mais para doar". Para se ter uma ideia, essa quantia equivale a toda a economia da Hungria.

O wokismo é um produto da academia. Universidades, influenciadas por toda uma corrente filosófica que teve origem no Maio de 68 francês e está relacionada à penetração, por exemplo, das teorias de Derrida. No entanto, seu perigo não reside aí, já que o sistema universitário sempre foi o centro de produção e distribuição de ideias idiotas, mas sim no fato de que ele dispõe de milhões de dólares para impor sua agenda à cultura, à economia e à política. Embora esteja certamente em crise, não é prudente baixar a guarda, porque, como diria François Desnoyer: "Há mortos que, por precaução, é melhor matar".


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