Indigenismo, uma imitação do narcoterrorismo.

Hugo Marcelo Balderrama

Por: Hugo Marcelo Balderrama - 18/05/2026

Colunista convidado.
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Em "Uma sequência preliminar do genoma neandertal", o biólogo Robert Greene demonstrou que o cruzamento entre espécies diferentes é a regra, e não a exceção, no desenvolvimento da humanidade.

A primeira etapa da evolução ocorreu por meio do cruzamento entre o Homo sapiens e outros hominídeos, como os neandertais e os denisovanos. Esses cruzamentos foram cruciais para a sobrevivência de nossos ancestrais contra doenças e pragas naturais. Posteriormente, utilizando evidências genéticas recentes e perspectivas antropológicas, o autor conclui que todos os humanos modernos são de ancestralidade mista, visto que nossos ancestrais sobreviveram graças a dois fatores: o cruzamento sexual com outros grupos e a migração.

Da mesma forma, além de importantes estudos genéticos, a antropologia, a história e a economia demonstram que o contato entre os povos foi necessário para a construção de estradas, rotas comerciais e desenvolvimento econômico. Portanto, qualquer posição que fale em "povos nativos" e "raças puras" nada mais é do que charlatanismo pseudocientífico.

Com todas as evidências, alguém que se percebe como "indígena" ou "nativo" cai no reino da fantasia de autoimagem, assim como homens que acreditam ser mulheres ou terianos. Se tudo permanecesse privado, não haveria um grande problema, mas a esquerda usou toda essa retórica para construir um mito em torno de Evo Morales, Felipe Quispe e outros criminosos.

A ideia era apresentar essa horda de criminosos violentos como "libertadores" dos povos indígenas bolivianos, embora posteriormente a narrativa tenha se espalhado para o Chile, Argentina, Brasil e Paraguai.

Mas, juntamente com essa versão remasterizada do Bom Selvagem, veio a defesa da folha de coca. Outra fantasia que elevou os campos de coca ao status de sagrados e ancestrais. O objetivo era nada menos que justificar as plantações ilegais de coca na região de Chapare, em Cochabamba, e no VRAEN, no Peru.

Trata-se de uma empreitada conjunta em que ideólogos de esquerda constroem as narrativas e traficantes de drogas atuam como parceiros de financiamento e força desestabilizadora. Nada de novo, visto que Nikita Khrushchev, na década de 1960, já havia proposto a necessária aliança entre forças socialistas e criminosos comuns.

O socialismo do século XXI tomou o poder no Brasil, Bolívia, Colômbia, Nicarágua e Venezuela. Além disso, com o apoio de Cuba, criou uma rede de Estados que financiam o crime e o narcotráfico. Esses grupos criminosos, em sua busca por manter o poder, alteram constituições, cometem fraudes eleitorais e matam sem hesitar; Fernando Villavicencio, no Equador, e Miguel Uribe Turbay, na Colômbia, são suas vítimas mais recentes.

Na Bolívia, o governo de Rodrigo Paz, que optou pelo gradualismo na economia e por uma abordagem morna em relação à segurança, está sitiado por gangues violentas ligadas ao socialismo do século XXI. Esses grupos, assim como Pablo Escobar fez na Colômbia na década de 1980, conseguiram forçar o governo a elaborar decretos adaptados aos seus caprichos, chantagens e exigências.

Nós, bolivianos — você, eu e todos — estamos em perigo. Nossa nação enfrenta seu maior desafio, pois, se não conseguirmos restaurar a ordem republicana, estaremos fadados a nos tornar o novo quartel-general do crime transnacional.

O socialismo do século XXI é uma lepra que todas as pessoas de boa vontade são obrigadas a combater. Essa tarefa começa por desmascarar conceitos criminosos como o indigenismo, que nada mais é do que uma fachada para o narcoterrorismo.


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