Esquerda, direita, esquerda

Luis Beltran Guerra G.

Por: Luis Beltran Guerra G. - 22/11/2022

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Sabe-se que na Assembleia Constituinte da França se perguntou quanto poderia ser concedido ao Rei? A Revolução havia triunfado, varrendo a monarquia. "Viva a República", gritos estrondosos. A igreja contra a parede. A Nação e os direitos humanos, em cena.

A conjugação dos interesses em jogo levou os que defendiam a continuidade da monarquia a colocarem-se na Assembleia do lado direito e os fervorosos da revolução do lado oposto. A “British Broadcasting Corporation” destaca que por algumas cadeiras surgem deste encontro “a esquerda e a direita”, as duas principais tendências políticas que tentaram nos governar. Portanto, a humanidade não deixa de ter sua estranheza.

O século XXI, o dos choques, que já se iniciou no século XX, revela, porém, que a valorização da BBC não tem sido tão absoluta, pois as duas tendências não têm seguido caminhos definitivos, antes beliscados por quem assumiu o papel de conduzi-los, por isso não se pode negar que hoje eles se movem em um ambiente abalado por chicotadas de confusão e até anarquia. A facilidade com a política, talvez, já estivesse presente em Aristóteles ao conceber o governo de um só como a monarquia, o de poucos, a aristocracia e a república, o de muitos. Mas mais nas degradações de cada um deles, "a tirania, a aristocracia e a demagogia". Ele faz referências, é claro, à "corrupção da democracia". Parece incrível, mas em todas essas manifestações eles tiveram influência,

É pertinente, portanto, observar que, pelo menos, duas apreciações ligadas a essa dualidade, ao invés de facilitar, complicam as definições, a de Donald Trump, no que diz respeito aos EUA e a outra um pouco mais longe, na Colômbia, com Gustavo Petro. O primeiro, Presidente até o início de 2021 e o segundo como Chefe de Estado desde 7 de agosto de 2022. Donald, que foi substituído pelo democrata Joe Biden, acaba, com efeito, de se declarar, de sua luxuosa mansão em Mar-a - Lago, que concorrerá novamente à presidência em 2024 "para derrubar a esquerda", que ele descreve como "extremamente prejudicial para seu país e para o resto do mundo". O recém-eleito primeiro-ministro da Colômbia acaba de afirmar que "rejeitar a democracia liberal leva à ditadura", lembrando que isso aconteceu na América Latina. Admite-se que Petro também faz referência à democracia tipificada pelo fato de que o direito de governar é obtido pelo sucesso em eleições regulares e competitivas, realizadas com base na igualdade política ("uma pessoa, um voto"). Da mesma forma, que “regimes democráticos tendem a combinar um governo limitado com um compromisso “democrático”, que exige participação popular e eleições. Isto é como se perguntar, é Petro Petro? Bem, se há alguém com um lugar conquistado em "la sinistra" é precisamente o Magistrado Chefe de Bogotá. Não é assim no caso de Trump, no que diz respeito a quem é mais obrigado a ratificar “Trump é Trump”. conduzida com base na igualdade política (“uma pessoa, um voto”). Da mesma forma, que “regimes democráticos tendem a combinar um governo limitado com um compromisso “democrático”, que exige participação popular e eleições. Isto é como se perguntar, é Petro Petro? Bem, se há alguém com um lugar conquistado em "la sinistra" é precisamente o Magistrado Chefe de Bogotá. Não é assim no caso de Trump, no que diz respeito a quem é mais obrigado a ratificar “Trump é Trump”. conduzida com base na igualdade política (“uma pessoa, um voto”). Da mesma forma, que “regimes democráticos tendem a combinar um governo limitado com um compromisso “democrático”, que exige participação popular e eleições. Isto é como se perguntar, é Petro Petro? Bem, se há alguém com um lugar conquistado em "la sinistra" é precisamente o Magistrado Chefe de Bogotá. Não é assim no caso de Trump, no que diz respeito a quem é mais obrigado a ratificar “Trump é Trump”. o Primeiro Magistrado em Bogotá. Não é assim no caso de Trump, no que diz respeito a quem é mais obrigado a ratificar “Trump é Trump”. o Primeiro Magistrado em Bogotá. Não é assim no caso de Trump, no que diz respeito a quem é mais obrigado a ratificar “Trump é Trump”.

Os meios de comunicação, cheios de observações, quanto mais lidos mais irônicos são, potencializados pela falta de credibilidade dos políticos, sujeitos ativos entre a “direita e a esquerda”. Pablo Ximénez, do El País, refere-se ao fato de que “os políticos andam tão rápido, sem perceber que perderam o equilíbrio. Eles são como coiotes correndo atrás do papa-léguas até que caiam do penhasco. Mas a particularidade é que continuam a correr no ar e só caem no vazio quando param e olham para baixo. Como esses avisos, alguns outros são abundantes.

Perguntar hoje, como se pretende, se “a direita e a esquerda” são antagônicas é mergulhar no mundo das dificuldades. Nota-se, inclusive, que hoje o que define um em um país pode discordar de outro. Mesmo no passado, a burguesia foi revolucionária e depois conservadora, assim como o liberalismo, progressista, ou seja, de esquerda. Uma mistura, como ir e vir. Um pouco como depende do "ar que sopra".

O acadêmico Giovanni Sartori aponta que as palavras “direita e esquerda” adquiriram relativa validade com a chamada Revolução Estudantil de 1968. A eficácia, ele admite, tem sido cíclica, como revela o fato de que “tudo que convinha à política soviética vinha da “esquerda” e no mundo capitalista da “direita”. Eles continuam na política de massa. Eles são como uma bússola. Eles nos guiam. E com uma identificação que nos ancora em algo. Não se pode negar, porém, a incerteza, que tem levado a profundidades, como, por exemplo, a se perguntar o que é a verdadeira esquerda da esquerda? Válido, também, no que diz respeito ao "direito". Para Sartori, a esquerda é altruísmo, fazer o bem para os outros, enquanto a direita é egoísmo, cuidar do próprio bem. Porém, as apreciações, infelizmente, passam, como observa o “Mestre”, pelas consequências imprevistas de nossas ações, capazes de transbordar intenções, induzindo a argumentar que o egoísmo também pode gerar resultados de interesse coletivo. Sartori cita a "Teoria do Mercado", a da "mão invisível" de Adam Smith.

Luís XVI foi guilhotinado, assim como Maria Antonieta, sua emblemática esposa. Eles não experimentaram as vicissitudes da "esquerda e da direita". Não sabemos se os terão pressentido.

É difícil imaginar. Mas quem remove que eles estão no outro mundo se expressando toda vez que se encontram "Esquerda, direita, esquerda".

Comentários são bem-vindos.

@LuisBGuerra