
Por: Pedro Corzo - 02/01/2026
Colunista convidado.O regime totalitário de Castro cometeu inúmeros crimes ao longo de sua história, sendo um dos maiores os perpetrados no setor da saúde, embora não seja o único.
A ditadura cubana tem usado os profissionais de saúde como instrumento de influência política e mercadoria humana, uma estratégia derivada da proposta de uma “medicina revolucionária” ditada em 1960 pelo assassino em série Ernesto “Che” Guevara, outra grande fraude do absolutismo que prevalece em Cuba.
Sob regimes totalitários, a população nunca teve acesso livre à compra de produtos de higiene pessoal, muito menos à aquisição de desinfetantes ou qualquer produto de limpeza.
A falta de inseticidas sempre causou infestações de parasitas como percevejos, obrigando as pessoas a jogar fora colchões deteriorados e os poucos itens de cama que têm. Além disso, recentemente conversei com um parente que me contou que, ao acordar à noite, tinha a sensação de que aquele bichinho nojento estava saindo da sua boca.
As autoridades não recolhem o lixo de forma sistemática. Bairros de baixa renda tornaram-se verdadeiros lixões e focos de doenças, enquanto fossas sépticas nas casas transbordam, afetando vidas e contaminando o solo e o lençol freático — um crime ambiental que se repete até mesmo no sistema de esgoto, que apresenta grandes vazamentos devido à falta de manutenção.
A situação da saúde na ilha, a menos de sete dias do governo completar 67 anos no poder, é catastrófica. A farsa dos excelentes serviços médicos desmoronou por si só; a mentira foi exposta.
Em 2015, o cineasta Wenceslao Cruz dirigiu um documentário para o Instituto Cubano da Memória Histórica contra o Totalitarismo intitulado "Mito e Realidade da Medicina em Cuba", sob a consultoria dos médicos Santiago Cárdenas e Omar Vento. O documentário inclui depoimentos que demonstram que, sob o regime castrista, os serviços de saúde priorizaram a gestão política, tanto dentro quanto fora da ilha, em detrimento da saúde dos cidadãos.
Entre outros depoimentos, está o do Dr. Darsi Ferrer, um proeminente ativista pró-democracia em Cuba, que afirmou: “Há uma corrupção generalizada e profunda no serviço médico como consequência das injustiças do sistema. Os pacientes não têm direitos diante da negligência médica, e o chamado programa Médico de Família é um dos maiores fracassos do regime. Além disso, o chamado internacionalismo nada tem a ver com humanismo; a ditadura está cumprindo um objetivo político enquanto recebe bilhões de dólares da exploração sofrida pelos profissionais de saúde.”
Essa denúncia contundente de dez anos atrás é reafirmada pela trágica situação sanitária que prevalece na Ilha dos generais e médicos do castrismo.
A situação nos hospitais cubanos é deplorável. Há falta de tudo: médicos, medicamentos, equipamentos, reagentes e tudo o que se possa imaginar. A isso, devemos acrescentar a comida horrível oferecida aos pacientes, os cortes de energia e a falta de água. Os pacientes internados dependem de suas famílias para que lhes enviem do exterior o que essa tão aclamada potência médica deveria fornecer.
A negligência criminosa continua a produzir tragédias como as que se desenrolam atualmente com a epidemia de vários vírus transmitidos por mosquitos que proliferam na ilha, agravada pela falta de inseticidas e pela negligência de funcionários públicos que não conseguem eliminar focos de infecção, como aterros sanitários e o acúmulo de lixo em bairros durante meses.
As doenças infecciosas na ilha são inúmeras. A onipresente dengue, a chikungunya e o oropouche causaram a morte de pelo menos dezenas de pessoas, um número elevado num país onde as autoridades mentem sistematicamente sobre tudo o que lhes diz respeito.
É pertinente denunciar que, embora o castrismo seja o principal culpado por tantos males, não lhe faltaram cúmplices estrangeiros na prática desses crimes, entre eles a Organização Pan-Americana da Saúde, que foi processada por tráfico de seres humanos por médicos cubanos que participaram das chamadas missões, um subterfúgio do totalitarismo e seus aliados para disfarçar o tráfico de escravos.
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