Cuba, a revolução que devora seus filhos

Hugo Marcelo Balderrama

Por: Hugo Marcelo Balderrama - 26/01/2026

Colunista convidado.
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Durante décadas, a ditadura de Castro promoveu seu sistema ao mundo com três produtos "estrelas": a) saúde, b) educação e c) defesa. No entanto, por exemplo, em seu livro "Das Palavras aos Atos: A Lenda da Saúde em Cuba", Antonio Guedes Sánchez explica:

Para ocultar os problemas de saúde pública existentes, o governo cubano recorre à manipulação de estatísticas, tal como fazem os sistemas totalitários, e pratica a sua própria versão de "informação" — incompleta, tendenciosa e pura desinformação — em todos os setores. O seu controlo férreo, especialmente sobre os meios de comunicação social, torna impossível verificar os dados recolhidos ou os factos divulgados por fontes oficiais: não existem outras fontes independentes a consultar para contestar esta narrativa.

Nada de novo, já que regimes totalitários geralmente equiparam a verdade à palavra do tirano-chefe.

A educação, outra das "conquistas" que a esquerda frequentemente atribui ao castrismo, é, na realidade, um processo de doutrinação. O sistema educacional não busca formar cidadãos com pensamento crítico, mas sim súditos obedientes ao partido. E não é gratuita; pelo contrário, tem um preço altíssimo: a liberdade.

Em 3 de janeiro de 2026, a Força Delta desferiu o golpe final no frágil castelo de cartas cubano. A Operação Resolução Absoluta culminou na captura de Nicolás Maduro. Bastaram oito minutos para neutralizar os guarda-costas cubanos, assumir o controle do bunker e capturar o ditador venezuelano. Às 2h10 da manhã, as forças americanas já haviam embarcado Maduro em um helicóptero; seu destino estava selado.

Obviamente, para encobrir sua vergonha, a ditadura cubana recorreu mais uma vez a uma de suas estratégias autoritárias clássicas: o medo. Declarar estado de emergência na ilha serviu para desempoeirar a velha doutrina da "Defesa de Todo o Povo", uma armadilha para militarizar as ruas, suprimir a pouca dissidência que ainda resta e submeter os cidadãos a dificuldades ainda maiores.

É impressionante que os defensores dos direitos humanos permaneçam em silêncio sobre a Defesa de Todo o Povo, visto que se trata de uma violação flagrante de um dos pilares do Direito Internacional Humanitário. Vejamos:

O principal objetivo do Direito Internacional Humanitário (DIH) é preservar um mínimo de humanidade durante conflitos armados, salvando vidas e aliviando o sofrimento, e possibilitando a reconstrução da convivência após o fim da guerra. O DIH protege pessoas que não participam das hostilidades, como civis, pessoal humanitário e jornalistas. Esses indivíduos têm o direito de ter suas vidas, integridade física e integridade moral respeitadas.

Mas voltemos ao tema central do artigo: em caso de intervenção militar, Cuba seria capaz de confrontar os Estados Unidos militarmente?

A resposta é simples: não. O exército cubano possui armamento obsoleto, logística precária e soldados à beira da desnutrição. Além disso, a população civil está mais preocupada com a sobrevivência do que em pegar em armas. Portanto, transformar cidadãos emaciados em combatentes, além de ser cruel, serve apenas para usá-los como escudos humanos, uma oportunidade para a liderança ditatorial se refugiar ou fugir da ilha.

Em conclusão, Cuba é uma revolução que está devorando seus próprios filhos.


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